TEXTO DE APOIO: A REVOLUÇÃO FRANCESA E O IMPÉRIO NAPOLEÔNICO.

Publicado: dezembro 14, 2013 em Atividades E.E.E.F.M Senador Argemiro de Figueiredo - Polivalente (2º semestre de 2013), PIBID HISTÓRIA UEPB

polivalente

 

TEXTO DE APOIO: A REVOLUÇÃO FRANCESA E O IMPÉRIO DE NAPOLEÃO.

 

A Revolução Francesa trata de acontecimentos marcantes, entre maio de 1789 a novembro de 1799 e foi dos maiores acontecimentos da humanidade. Essa revolução mudou uma página da nossa história; a Idade Moderna para a Idade contemporânea. Idade vivida até os dias atuais.

Para entender os revolucionários da França, necessitamos saber como estavam determinados: os direitos e os deveres da sociedade e como ela estava dividida. A sociedade da França pré revolução, estava dividida em ordens ou Estado.

Na hierarquia social da França estava o 1º Estado composto por: o Rei, absolutista, o clero (todo corpo social da igreja católica) e a nobreza real (familiares do rei). Essa classe social vivia de banquetes e luxo geral, a riqueza predominava, não pagavam nenhum imposto. O 2º Estado era composto pela nobreza de toga; pessoas ricas protegidas pelo rei, que tinham altos cargos e serviam a família real e ao clero. Não pagavam impostos.

Na 3ª Ordem ou estado, estavam todos os cidadãos, maioria da sociedade. Trabalhadores camponeses e burguesia rural, esses sustentavam todo o luxo dos dois estados, pois pagavam todos os impostos, viviam na pobreza, alto índice de desempregados, famintos, sem-terra, e tinham que se virar para pagar altos impostos para sustentar o luxo dos estados elite. Com essa extrema pobreza, o 3º Estado, liderado pelos jacobinos na pessoa de Robespierre, tinham o objetivo de seguir as ideias marxistas e lutar para tomar o poder das mãos de Luís XVI. A oportunidade surgiu, quando a França entrou em conflito com a Inglaterra e ajudou na independência dos EUA, e ficou com as finanças abaladas e resolveu aumentar os impostos pagos pelo 3º Estado, mas para fazer isso, teria que convocar os estados Nacionais, para votar a decisão e tornar legal a ordem a ser cumprida pela pobreza.

A Assembleia foi convocada, mas já se sabia o resultado, pois em todas as votações acontecia a mesma coisa; ganhava sempre o desejo do 1º e do 2º estados, pois o voto era por representação ( 1 pessoa de cada estado) sempre o resultado era, dois contra um, o 3º estado sempre perdia a votação. Nessa assembleia que havia sido convocada há 175 anos, não ia ser diferente, o terceiro estado seria obrigado a aumentar os impostos e cumprir a decisão. No dia da Assembleia, todos reunidos e rei Luís XVI anuncia; “vamos a votação, um representante de cada estado virá à frente para o voto”, nessa hora os representantes do 3º estado se posicionou contra: “o voto só será possível, se for por cabeça se não for, não terá voto nem decisão” O rei retrucou com ímpeto, “o voto será por representação, um membro de cada estado”.

Foi ai que todos os membros do 3º estado se retirou da assembleia e ocuparam o salão de jogo do palácio e juraram só sair de lá com uma Constituição para a França (Juramento da Apela). Os revolucionários combinavam e se revezavam no salão, caso algum deles necessitasse sair para qualquer coisa. Luís XVI, vendo que os revolucionários não ia desistir fácil, resolveu mandar o exército os tirar de lá e o salão foi invadido. Os revolucionários saíram de lá todos juntos e invadiram a Batilha, (prisão) onde tinha um enorme arsenal de armas e 5 pessoas detidas foi a Queda da Bastilha e o início da revolução francesa. Os revolucionários saíram de lá armados, liberaram os presos e saíram às ruas incendiando, derrubando tudo o que podia ser útil aos estados de elite.

O lema da revolução era: Liberdade. Igualdade e Fraternidade, pois resumia muito bem os desejos do 3º estado. Durante o processo revolucionário grande parte da nobreza deixou a França, porém a família Real foi capturada enquanto tentavam fugir do país. Presos os integrantes da monarquia, entre eles Luís XVI e sua esposa Maria Antonieta, os quais foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da igreja foram confiscados durante a revolução. No mês de agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todas as leis de caráter feudal que ainda existia na França e promulgou a Declaração dos Direitos do homem e do Cidadão. Esse importante documento trazia muitas mudanças sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos e maior participação na política para o povo. Após a revolução começaram as divergências entre; girondinos (representantes da alta burguesia) e dos jacobinos (representantes da baixa burguesia). Os girondinos queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores rurais e urbanos na política, já os jacobinos, representados por Robespierre e Saint-Just, defendiam profundas mudanças na sociedade, que beneficiasse os pobres. Nessa disputa de ideias começam as perseguições, os ataques, os quais foi denominado FASE DO TERROR. Em 1792 os radicais jacobinos. Robespierre e seus aliados Danton e Marat, organizam as guardas nacionais as quais recebem ordens dos líderes, para matar qualquer pessoa que fosse oposição ao governo (a eles), Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte nesse período.

 A violência e a radicalização, são as marcas deixadas nesse período, as pessoas viviam assustadas, era o terror dos jacobinos. Os líderes dos jacobinos foram perseguidos e guilhotinados e a França fica sem governo. Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês até aprovaram outra Constituição para o pais. Nesse cenário burguês, surge o general francês Napoleão Bonaparte. Para conseguir se fortalecer, Napoleão derruba o diretório e implanta um regime de Consulado onde se auto nomeia como 1º Cônsul. O governo de Napoleão na França, está dividido em três fases: Governo do Consulado, Governo Imperial e Governo dos Cem Dias. 

Como Napoleão conseguiu chegar ao poder nas três fases: A 1ª fase, o Consulado, é marcado pelo Golpe de 18 de Brumário. Esse golpe foi quando Napoleão derruba o diretório, cria um consulado e se auto proclama 1º Cônsul. (É chamado assim porque se refere ao calendário francês, mês brumário em nosso calendário é novembro e foi no dia 18 do mês.). A partir dese dia, Napoleão assume como 1º Cônsul, título nobre e poderoso. Nesse período Napoleão adotou algumas medidas administrativas como: criou o Banco da França 1800, criou a Lei da Concordata com a Igreja Católica, a qual estabelecia o vínculo entre estado e clero, porém dava o direito de Napoleão confiscar os bens da igreja se desejasse. Criou o Código de lei; o Código Napoleônico, que dava direitos religiosos e outros direitos a sociedade, reorganizou a educação na formação do cidadão francês. A elite agradecida com a administração de Napoleão, deu-lhe o título de Cônsul vitalício. Aproveitando dessa nova fase, Napoleão fez um plebiscito na França e seu governo foi aprovado por 60% da população e o regime monárquico foi restabelecido na França. Ele foi convidado pela elite, para assumir o cargo de imperador onde o papa foi convidado para coroar Napoleão, mas no dia da posse, Napoleão tomou a coroa das mãos do papa e se auto coroou, pronto, napoleão imperador da França. Como imperador, ele desejava usar seu exército para invadir país, dominá-lo e anexar todos a França, ficando a Europa incluso apenas na França. Seu maior inimigo era a Inglaterra, os ingleses se opunham a expansão territorial desejada por Napoleão.

Como a Inglaterra era a maior potência Naval, uma economia de exportação muito bem equilibrada e o exército treinado e preparado, Napoleão não a enfrentou, mas impôs impedimento de comércio com o país. Colocou em prática o Bloqueio Continental, proibiu de qualquer país europeu, manter qualquer comércio com a Inglaterra. O objetivo de Napoleão com esse bloqueio, era enfraquecer a Inglaterra economicamente.

Napoleão enfrentou países diversos, os vencendo com ênfase: na Áustria na Prússia, Suécia, Espanha, todos os países foram derrotados pelo imperador, formando um imenso território capaz de atender aos desejos de Napoleão.

Os países que não foram invadidos estavam sob o controle do mesmo com o Bloqueio com a Inglaterra. D. João VI, príncipe regente de Portugal era negociador com a Inglaterra e com as ordens de Napoleão ficou má situação, mas fez um jogo duplo: se comprometeu com Napoleão acabar com as negociações com a Inglaterra, mas às escondidas o fazia. Quando Napoleão ficou sabendo disso, se organizou para invadir Portugal, temeroso do que ia acontecer a família real portuguesa foge para a colônia brasileira. A Rússia também não obedeceu ao Bloqueio e foi invadida, porém os russos venceram à tropas de Napoleão e ele foi preso na Ilha de Elba de onde fugiu no ano seguinte, invadiu novamente a França e retomou seu poder, poder esse que só durou cem dias. Foi o governo dos CEM dias de Napoleão. Com o poder de volta Napoleão resolveu atacar a Bélgica mas foi derrotado pela segunda vez a Batalha Waterloo, de onde foi enviado para a Ilha de Santa Helena em 1815. Napoleão foi preso e exilado pela segunda vez e morreu em 1821, sua morte suspeita-se de envenenamento.

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