TEXTO BASE SOBRE A SÉRIE DOCUMENTAL DO CANGAÇO –V “MEMORIA DO CANGAÇO” – E. E RAUL CÓRDULA

Publicado: abril 17, 2013 em Atividades Escola Raul Córdula (1° semestre de 2013)

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V  “MEMORIA DO CANGAÇO”

 

Partindo da série de documentários sobre o Cangaço, seguimos com as conclusões do quinto capítulo que se intitula Memória do Cangaço. Neste se encontra em sua maioria depoimentos de integrantes da própria história do Cangaço, entre eles Zé Rufino, Saracura, Angelo Roque e Dona Otilia. No depoimento do Coronel Zé Rufino ele diz ter matado cerca de vinte cangaceiros entre eles: Meia-noite, Catingueira, Sabonete, Azulão, Canjica, Zabelê, Mariano, Pai-Velho, Zé Piquim, Pavão, Barra Nova, e não disse os demais pois não lembrará. A primeira vez que viu Lampião foi em Pernambuco, onde Lampião convidou-o a entrar no bando, mas não aceitou. Outro fato é que foi o responsável por mandar cortar as cabeças dos cangaceiros que até hoje estão expostas no Museu Antropológico Estácio de Lima localizado no prédio do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, em Salvador.

 

Já no depoimento de Saracura ele conta um pouco da sua história, diz que trabalhava com Angelo Roque que era do bando de Lampião. Que tinha entrado no cangaço por perseguição da polícia, pois a polícia desconfiava que seu pai era coiteiro, chegando até a arrancar a barba e as unhas de seu pai. Além disso, fala um pouco sobre a vida no cangaço, diz que comia carne seca assada com farinha e que dormia no chão só com uma coberta. Angelo Roque também fala de como entrou para o cangaço, entrou no cangaço por uma intriga com um soldado, por causa de sua irmã, o soldado queria a irmã de Roque, sendo que ele já tinha sido casado 4 vezes e sempre maltratava as mulheres com quem vivia, então Roque o matou.

 

No documentário também se remete as mulheres no cangaço, explana que Maria Bonita entrou no cangaço por vontade própria, largando seu marido para viver com Lampião. E a ela se atribui esses versos de Lampião: Também tive meus amores, cultivei minha paixão. Amei uma flor mimosa filha lá do meu Sertão. Sonhei de gozar a vida bem junto a prenda querida a quem dei meu coração. Já Dona Otilia (mulher de Mariano) fala que não teve opção, foi carregada pelos cangaceiros, com apenas 15 anos de idade.

E ao final o documentário discorre uma narração sobre os acontecimentos que levaram a morte de Lampião: As tropas da volante comandadas pelo capitão João Bezerra e pelo aspirante Ferreira de Melo do segundo batalhão de polícia de Alagoas buscavam exterminar os cangaceiros foi quando o sargento Aniceto Rodrigues dos Santos prendeu um coiteiro. Enquanto Lampião descansava no a beira do riacho do Ouro-fino escrevendo versos: Meu rifle atira cantando num compasso assustador. Faz gosto brigar comigo por ter rifle cantador. Enquanto meu rifle trabalha minha voz longe se espalha zombando ao toque do oror. Com a traição do coiteiro Lampião sofreria um ataque surpresa das volantes a comando de Bezerra, Ferreira de Melo e Aniceto. Quando pensei que podia, o caso estava sem jeito. Vou dar trabalho ao governo enfrentar agora de peito. E trocar balas sem receio, pois morrendo num tiroteiro seu que morro satisfeito. Madrugada de 27-28 de julho de 1938. Maria Bonita servia o café quando começou o tiroteio, Onorato da Silva foi o que acertou o tiro que matou Lampião.

 

 

 

 

 

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