TEXTO BASE SOBRE A SÉRIE DOCUMENTAL DO CANGAÇO – III “AS DUAS FACES DE LAMPIÃO” – E. E RAUL CÓRDULA

Publicado: abril 17, 2013 em Atividades Escola Raul Córdula (1° semestre de 2013)

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III  “AS DUAS FACES DE LAMPIÃO”

Em sequência de analise da série documental sobre o assunto relacionado ao cangaço, o terceiro filme “as duas faces de lampião” sendo discutido pelo Professor Frederico Pernambucano de Melo. Então diante da imagem de um grupo de cangaceiros, vislumbramos a visão de pessoas onde a única ação promovida por eles era morte e o banditismo contra a injustiça política da época.

Porém a imagem do sanguinário líder do Cangaço – Lampião – que nos momentos vagos se tornava um bom costureiro, ou seja, além de inteligência gigantesca nas estratégias, tinha uma visão apurada dos costumes, ensinando a bordar e costurar aos seus próprios cangaceiros.

Diante dos combates, onde promovia a morte de seus inimigos, sobretudo com o uso de punhais, logo em seguida Lampião iria se divertir em festas, como se nada tivesse acontecido e posteriormente iria por em ação a confecção dos detalhes de couro, das roupas e dos adornos de metais.

Os utensílios dos cangaceiros, os detalhes coloridos em constante harmonia, eram assim formados a estética, a personalidade artística do cangaço através dos objetos. Contanto não se deve dizer que sempre as características estruturais da moda cangaceira foi sempre a mesma, como toda sociedade, os cangaceiros foram envolvidos no modismo, ou seja, sempre estiveram em constante mudança diante das vestimentas e artifícios artísticos.

Portanto, perante as discussões sobre o papel de Lampião, há de se construir um paradoxo neste, quando assimilamos a visão de um homem machista, bruto, e discutimos a visão “estilista” deste personagem real e principal do Cangaço, ou de um homem sussurrante e gentil para uma figura cafajeste de tempo integral.

Maria Bonita

Partindo do padrão sertanejo, a mulher cangaceira, sobretudo Maria Bonita, era uma mulher formosa e muito vaidosa, era a estrutura de uma mulher desejada por qualquer homem nordestino, com muito senso de humor e religiosa. Durante uma entrevista ao cinegrafista Benjamin Abraão, ela afirma que, diferente de outras mulheres que se dizia ter sido raptada para o bando, ela diz que fez a escolha de entrar no bando por espontânea vontade, pois admirava Lampião e era extremamente apaixonada por ele.

A mulher teve importante papel no Cangaço, sempre vaidosa, manteve um papel superior à mulher sertaneja, pois estas usavam um vestido acima do joelho, enquanto isso a mulher do vaqueiro na sociedade pastoril, usavam no tornozelo, causando a liberdade superior da mulher cangaceira diante das demais. Além disso elas não cozinhavam, apenas costuravam se quisessem, mas estavam presentes no cangaço para de aformosear e satisfazer seus homens.

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