TEXTO BASE SOBRE A SÉRIE DOCUMENTAL DO CANGAÇO – II “ENTRE HERÓIS E BANDIDOS” – E. E RAUL CÓRDULA

Publicado: abril 17, 2013 em Atividades Escola Raul Córdula (1° semestre de 2013)

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  II  “ENTRE HERÓIS E BANDIDOS”

 

            O filme nº II do documentário em questão narra a história do cangaço a partir da memória de Ilda Ribeiro de Sousa, conhecida como Sila (ex cangaçeira), natural de Poço Redondo no estado de Sergipe, nascida em 1924. Sila aderiu ao cangaço após ser cooptada a participar do grupo quando o cangaceiro Zé Sereno raptou-a de sua casa quando esta tinha 14 anos de idade, tomando-a como esposa.

            Sila participou do cangaço por dois anos, de 1936 a 1938, até o massacre de Angico, SE, no qual lampião, Maria Bonita e mais 10 cangaceiros morreram em uma emboscada enquanto dormiam. No documentário Sila se mostra bastante emocionada com suas lembranças de suas vivências no cangaço, visita o túmulo do cangaceiro Jararaca na cidade potiguar de Mossoró e exalta a valentia dos cangaceiros e afirma inclusive que estes estejam realizando “milagres” (“santificação” dos cangaceiros).

            Outra cidade visitada por Sila é a de Juazeiro do Norte , CE, onde discorre sobre a fé católica dos participantes do bando e a devoção de Lampião a Padre Cícero. Fala que era diária a prática das rezas e que muitos dos cangaceiros carregavam “patuás” com orações geralmente cedidas pelos familiares. Além da religiosidade cristã, existiam diversas manifestações simbólicas e místicas no interior do grupo de Virgulino, como por exemplo, a crença nas adivinhações por sonhos, a “intuição” feminina.

            Em Serra Talhada, PE, Sila fala sobre a vida de Lampião antes do cangaço e os motivos que o levou a entrar para o movimento. Ela descreve também a forma como ela foi raptada aos 14 anos e o choque de vivenciar a experiência de participar do grupo de Lampião, tendo que conviver de forma inesperada com tiroteios, mortes, perseguição, emboscada e um cotidiano de sobrevivência na natureza árida da caatinga. Ao visitar a sua cidade natal, Poço Redondo em Sergipe, Sila encontra com outra ex. cangaceira, Adília, com quem compartilha muitas lembranças do cangaço.

            Por ultimo ela visita a cidade de Angico, SE, onde parte do bando de Lampião foi morto, juntamente com Virgulino e sua mulher. Sila conta a maneira como aconteceu o episódio, a surpresa e violência do ataque e como ela e outros cangaceiros conseguiram fugir das saraivadas de bala.

            No desfecho do documentário ela fala sobre a felicidade em está viva para poder contar o que aconteceu, suas vivências e a forma como o seu relato pode servir para a posteridade e aos seus descendentes. Ilda Ribeiro de Sousa se casou oficialmente com José Ribeiro da Silva conhecido como Zé Sereno após a anistia concedida por Getúlio Vargas, Foram morar em São Paulo e tiveram três filhos.

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