Arquivo de abril, 2013

Construindo um império: Egito

O documentário trata das mais impressionantes construções do antigo Egito. (EUA, 2006).

Construindo Um Império - Egito

As múmias do faraó

Adèle Blanc-Sec (Louise Bourgoin) é uma jovem repórter aventureira. Ela parte rumo ao Egito em busca da cura da doença de sua irmã, que pode estar na tumba secreta de um faraó. Ao retornar a Paris, percebe que a população local está em pânico. Um ovo de pterodáctilo, de milhões de anos, misteriosamente chocou no museu, o que faz com que a criatura alada ameace os habitantes da cidade. Além disto, outras situações misteriosas acontecem em torno do museu. (FRA, 2010).

O egípcio

Nos tempos da décima oitava dinastia do Egito, Sinuhe (Edmund Purdom), um pobre órfão, torna-se um brilhante médico. Junto a seu amigo Horemheb (Victor Mature) ele é apontado para servir ao novo Faraó. Vivendo na corte, Sinuhe começa a perceber coincidências entre acontecimentos que marcaram as dinastias faraônicas e tragédias que marcaram sua própria vida. Cada vez mais absorto pelas intrigas da corte, ele passa a conhecer bizarros segredos de seus governantes e muitas respostas para perguntas que ele carregou consigo durante toda a sua vida. (EUA, 1954).

o egipcio

Asterix e Cleópatra

No Egito, César insulta a bela Cleópatra dizendo-lhe que suanação está condenada a viver sob o regime de semi-escravidão aos romanos. Ela decide provar a ele que seu povo não édecadente e que ele está enganado. Para isto irá construir ummagnífico palácio em Alexandria, em menos de três meses. Mas, como isso seria possível? Por sorte, o incompetente arquiteto de Celópatra conhece o druida gaulês Panoramix e pede uma “forcinha” ele. Astrix e Obelix o acompanham nessa missão queterá muito mais aventura, até mesmo contra o próprio César. (FRA, 1968).

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A múmia

Em 1926, um grupo de arqueologistas descobre uma tumba na cidade perdida de Hamunaptra. Dentro da tumba encontrado o corpo de Imhotep (Arnold Vosloo), o sacerdote do Faraó Seti (Aharon Ipalé), que foi mumificado vivo além de ter recebido a mais terrível das maldições por ter dormido com a amante do faraó e, movido por ciúme doentio e amor, ter matado o Faraó. No entanto, quando um dos membros da expedição lê um manuscrito que foi encontrado pelo grupo e traz Imhotep de volta vida, ele ressurge cheio de ódio e só pensa em reencontrar sua amada e destruir todos que cruzem o seu caminho, trazendo consigo as dez pragas do Egito. (EUA, 1999).

a múmia

O retorno da múmia

Em Londres, dentro de uma sombria câmara do Museu Britânico, está para renascer uma antiga força do terror. É 1933, o ano do Escorpião. Faz dez anos desde que o corajoso Rick O’Connell (Brendan Fraser) e a egiptóloga Evelyn (Rachel Weisz) lutaram por suas vidas contra Imhotep (Arnold Vosloo), um inimigo com 3.000 anos. Agora Rick e Evelyn estão casados e moram em Londres, juntamente com seu filho, Alex (Freddie Boath), que tem oito anos. Vários eventos culminam com a descoberta do corpo de Imhotep ressuscitado, graças à ajuda da reencarnação de sua amada do antigo Egito, Anck-Su-Naman (Patricia Velazquez), que matou e morreu por ele. Assim, a múmia volta a vagar pela Terra, determinada em concretizar sua busca pela imortalidade. Porém, outra força também está à solta no mundo, o Escorpião Rei (Dwayne Johnson), que nasceu dos obscuros rituais do misticismo egípcio e é ainda mais poderoso que Imhotep. Quando se defrontarem, o destino da Terra estará em perigo e Rick e Evelyn darão início à uma corrida desesperada para salvar o mundo de um mal indescritível e também para resgatar Alex dos seguidores de Imhotep, que levaram o menino pois este, sem ter idéia, colocou no braço o bracelete de Anúbis, um artefato de incrível poder. Nessa jornada irão até o Egito e entrarão nos domínios do Escorpião Rei. Há muito tempo esse terrível guerreiro prometeu sua alma ao deus Anúbis em troca de soberania militar. Ele e seu exército ficaram congelados no tempo, em uma espécie de intervalo entre a vida e a morte, mas agora estão prontos para matar novamente. O Escorpião Rei possui mais poderes, segredos e força que o temível Imhotep, está cheio de ódio e não devia ser perturbado. (EUA, 2001).

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Terra dos faraós

No antigo Egito um faraó (Jack Hawkins), ao retornar de uma campanha vitoriosa, decide construir uma pirâmide, onde será enterrado juntamente com seu tesouro, que espera desfrutar em uma segunda vida. Para garantir que nada será roubado ele aprova a idéia de um arquiteto, que é seu prisioneiro, juntamente com seu povo. Eles fazem um acordo, que se o arquiteto construir esta magnífica pirâmide os cativos serão gradativamente libertados durante a construção. Porém a empreitada é demorada, assim o faraó cobra tributos dos territórios conquistados para poder erguer esta gigantesca pirâmide. A província de Cipros não envia nada a não ser uma bela princesa (Joan Collins), que seria o tributo. O faraó acaba se casando com ela, que se torna a segunda esposa. Entretanto, ao ver os tesouros do faraó, ela seduz o guarda do tesouro e arquiteta como poderá ser a nova rainha do Egito e ficar com todo aquele ouro. (EUA, 1955).

Terra dos faraós

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Faraó Divindade do Egito é uma canção lançada por Djalma Oliveira, com a participação de Margareth Menezes, em 1987. Ao falar sobre os deuses, a canção inicia-se com Osíris, deus associado à vegetação e a vida, que casou-se com sua irmã Ísis, e o irmão Seth, irado com o casamento, assassionou seu irmão e tomou o trono. Hórus, deus do céu, filho de Osíris e Ísis, se vingou e assassinou Seth. A segunda parte da letra, a canção retrata o Olodum, e pede atenção para a cultura egípcia no Brasil.

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Faraó Divindade do Egito – Margareth Menezes

Deuses
Divindade Infinita Do Universo
Predominante
Esquema Mitológico
A Ênfase Do Espírito Original
Exu
Formará
No Eden Um Novo Cósmico

A Emersão
Nem Osíris Sabe Como Aconteceu
A Emersão
Nem Osíris Sabe Como Aconteceu

A Ordem Ou Submissão
Do Olho Seu
Transformou-se
Na Verdadeira Humanidade

Epopéia
Do Código De Gerbi
E Nuti
Gerou As Estrelas

Osiris
Proclamou Matrimônio Com Ísis
E o mal Seth
Hiradu Assassinou
Impera-ar
Horus Levando Avante
A Vingança Do Pai
Derrotando o Império Do mal Seth
Ao Grito Da Vitória
Que Nos Satisfaz

Cadê ?
Tutacamom
Hei Gize
Akhaenaton
Hei Gize
Tutacamom
Hei Gize
Akhaenaton

Eu Falei Faraó
êeeee Faraó
Eu Clamo Olodum Pelourinho
êeeee Faraó
É Pirâmide Da Paz e Do Egito
êeeee Faraó
É Eu Clamo Olodum Pelourinho
êeeee Faraó

É Que Mara Mara
Maravilha Ê
Egito Egito Ê
Egito Egito Ê
É Que Mara Mara
Maravilha Ê
Egito Egito Ê
Egito Egito Ê
Faraó ó ó ó Ó
Faraó ó ó ó Ó

Hum Pelourinho
Uma Pequena Comunidade
Que Porém Olodum Um Dia
Em Laço De Confraternidade

Despertai-vos Para
Cultura Egipicia no Brasil
Em Vez Decabelos Trançados
Veremos Turbantes De Tucamom

E Nas Cabeças
Enchei-se De Liberdade
O Povo Negro Pede Igualdade
Deixando De Lado As Separações

Cadê ?
Tutacamom
Hei Gize
Acainaton
Hei Gize
Acainaton
Tutacamom
Hei Gize

Eu Falei Faraó
êeeee Faraó
Eu Clamo Olodum Pelourinho
êeeee Faraó
É Pirâmide Da Paz e Do Egito
êeeee Faraó
É Eu Clamo Olodum Pelourinho
êeeee Faraó

É Que Mara Mara
Maravilha Ê
Egito Egito Ê
Egito Egito Ê
É Que Mara Mara
Maravilha Ê
Egito Egito Ê
Egito Egito Ê
Faraó ó ó ó Ó
Faraó ó ó ó Ó

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Andanças no deserto: a civilização egípcia

O Egito é uma dádiva do Nilo.
(Heródoto)

O Egito faz parte das chamadas “primeiras civilizações da Antiguidade”. Essas civilizações se desenvolveram nas proximidades de grandes rios, que aproveitando o regime de suas águas, fizeram desenvolver a prática da agricultura. Assim, o vale do Nilo foi primordial para a formação da civilização egípcia e os rios Tigre e Eufrates, para a civilização mesopotâmica, por exemplo. Essas civilizações são comumente chamadas de sociedades agrárias ou Impérios Teocráticos de Regadios.
O Egito está localizado no Nordeste da África, na região do chamado Crescente Fértil. É marcado geograficamente, pela existência de desertos e pela vasta planície do Nilo. Apenas 5% do seu solo é agricultável. O Nilo corta o país no sentido norte-sul, dividindo a região em duas áreas distintas: o Alto e o Baixo Egito. Foi a fertilidade trazida por esse rio que favoreceu a fixação de povos nessa região tão árida; quando da época das cheias, uma grossa camada de limo fertilizante (húmus) era deixada sob a terra o que possibilitou a semeadura em um agora, terreno rico e fertilizado. Assim, inicialmente contando com esse fator, os egípcios desenvolveram obras hidráulicas que por sua vez, culminaram na drenagem dos pântanos e na distribuição de água por meio de diques e canais. Apesar de verem o Nilo como uma dádiva, como bem já afirmava Heródoto, ele por si só, não garantia uma boa colheita; foi o homem a partir de suas técnicas, que soube transformar a natureza a fim de atender suas necessidades.
Formado a partir de diversos povos, os hamíticos foram os primeiros a habitar a região. A eles se juntaram os semitas e os núbios. Inicialmente divididos em nomos, pequenas unidades políticas governadas por nomarcas, o Egito viu a formação de dois reinos: o Alto e o Baixo Egito, formação que deu-se principalmente, pela prática da agricultura que possibilitou o desenvolvimento de cidades. Por volta de 3200 a. C, o faraó Menés, unifica a região, dando início à era dos grandes faraós. A unificação fez começar o Antigo Império. O Antigo Império foi marcado pelo desenvolvimento de grandes obras agrícolas e arquitetônicas como as pirâmides de Gizé, consideradas uma das sete maravilhas do mundo antigo. Lutas entre monarcas culminaram no fim do Império Antigo, dando início ao Médio Império. Este, conseguiu impor Tebas como sendo a capital. Foi um período próspero marcado por expansões e relações comerciais. Grande interrupção foi dada com a conquista do Egito pelos hicsos, que permaneceram mais de um século na região. Contanto, a união dos egípcios para expulsá-los resultou no Novo Império. Nesse momento, povos (como os hebreus) que haviam se estabelecido no Egito, foram transformados em escravos. Aqui, empreendeu-se uma grande política expansionista, que resultou na anexação da Núbia, Palestina, Síria, Etiópia e Fenícia. Contudo, os momentos seguintes foram de decadência e o Egito foi sucessivamente ocupado por outros povos, anexando-se posteriormente, ao mundo helenístico e à Roma.
A maioria da população egípcia, era camponesa. Os camponeses eram em geral trabalhadores independentes que prestavam serviço nas propriedades e recebiam parte das colheitas, como salário. Os escravos eram geralmente prisioneiros de guerra; constituíam a classe mais explorada. Sacerdotes e sacerdotisas eram muito respeitados, sendo responsáveis por administrar templos e escolas. O soldado estava imerso em um lugar de ascensão. Dentre esse meio, o escriba estava entre os poucos que sabia ler e escrever. O vizir, dentre outras funções, controlava a arrecadação de impostos. Para além desses, havia o artesão e o comerciante. A preocupação com a vida pós-morte, fez surgir a figura do embalsamador, responsável por mumificar corpos. No topo da organização social estava o faraó, filho de Amon-Rá e a encarnação de Horus, responsável por comandar o império de forma teocrática.
Singular, a civilização egípcia foi uma das poucas a equiparar o lugar da mulher ao do homem. Ela era livre para escolher seu marido. Nesse meio, o adultério era aceito e podia ser solicitado por ambas as partes. A mulher era a senhora da casa, chefe do lar. Era ela identificada por sua própria genealogia e vista como elemento de sedução.
A economia no Antigo Egito era marcada pela ausência da propriedade privada da terra, que pertencia à comunidade como um todo. Os trabalhadores recebiam parte das colheitas, ficando o restante nos celeiros do faraó. O comércio era dinâmico, importavam pedras preciosas, marfim, perfumes e madeira, ao mesmo tempo que exportavam cereais, vinho, óleos e papiro.
A sociedade egípcia era marcada por uma profunda religiosidade. Adoravam deuses que eram representados na forma humana ou animal (antropozoomorfia). Além de forças da natureza, répteis, felinos… Entre os principais deuses, temos Osíris (habita o mundo subterrâneo, dos mortos), Seth (senhor do alto), Maat (deusa do equilíbrio, da justiça), Amon (rei dos reis), Anubis (mestre dos sarcafágos, deus dos embalsamadores), Ré (cria o mundo e o mantém vivo), Neftis (protetora dos sarcófagos), Ísis (deusa do amor). Para eles, a vida se estendia para além morte. Para isso, contudo, a alma deveria encontrar o corpo no túmulo, para sua consequente morada eterna. Era preciso conservar o corpo e para isso, havia a técnica da mumificação. Eram retiradas as vísceras, quando então o corpo era imerso em uma solução de carbonato de sódio e em soluções aromáticas. Depois, o corpo era enrolado em panos e só então guardado em seu túmulo. Dentro do sarcófago eram postos joias, frutas, óleos. Mulheres eram pagas para chorar pelos mortos, eram as chamadas carpideiras.
As principais obras de arquitetura egípcia foram templos, pirâmides, mastabas e hipogeus. Quanto à escultura, esfinges, estátuas e sarcófagos merecem nossa atenção. A pintura tinha a função de decoração e representava cenas do dia a dia. Concomitante a essas realizações, os egípcios desenvolveram impressionantes estudos de matemática e astronomia, bem como de medicina.

Rei do Cangaço

Marinês e Sua Gente

Foi o cabra valente do sertão
afamado até no estrangeiro
não temia baiano mandigueiro
catimbó, cara feia, nem bisão
para um ele era justiceiro
para outro ele era feito cão
sua fama corria o mundo inteiro
Virgulino Ferreira Lampião

Juriti, Cobra Verde e Moita Braba
Volta Sêca, Dengoso e Azulão
Zé Baiano, Curisco e Pente fino
que brigava até por distração
tinha ainda o caboclo Zabelê
criador do xaxado no sertão
e Maria Bonita com bravura
conquistou o famoso Lampião

Foi o cabra valente do sertão
afamado até no estrangeiro
não temia baiano mandigueiro
catimbó, cara feia, nem bisão
para um ele era justiceiro
para outro ele era feito cão
sua fama corria o mundo inteiro
Virgulino Ferreira Lampião

A música discutida pela cantora Marinês retrata de maneira sucinta as caractéristicas do Cangaço, na típica região nordestina, onde pelo qual seu principal personagem Lampião era reconhecido no meio em que vivia, os paradoxos tratados entre ele e seus cangaceiros.

 

Xaxado

Luiz Gonzaga

Xaxado é dança macha
Dos cabra de Lampião
Xaxado, xaxado, xaxado
Vem lá do sertão

Xaxado, meu bem, xaxado
Xaxado vem do sertão
É dança dos cangaceiros
Dos cabras de Lampião

Quando eu entro no xaxado
Ai meu Deus
Eu num paro não
Xaxado é dança macha
Primo do baião.

 

Diante das discussões promovidas sobre o Cangaço, descobrimos que além de sanguinário, Lampião exercia grande influência na estética artistica nordestina, além da confecção das suas próprias roupas, o xaxado marcou as festas do Rei do Cangaço, então na magnifica música de Luiz Gonzaga, retrata a diversidade de cultura cangaceira por meio da dança.

                            Imagem

V  “MEMORIA DO CANGAÇO”

 

Partindo da série de documentários sobre o Cangaço, seguimos com as conclusões do quinto capítulo que se intitula Memória do Cangaço. Neste se encontra em sua maioria depoimentos de integrantes da própria história do Cangaço, entre eles Zé Rufino, Saracura, Angelo Roque e Dona Otilia. No depoimento do Coronel Zé Rufino ele diz ter matado cerca de vinte cangaceiros entre eles: Meia-noite, Catingueira, Sabonete, Azulão, Canjica, Zabelê, Mariano, Pai-Velho, Zé Piquim, Pavão, Barra Nova, e não disse os demais pois não lembrará. A primeira vez que viu Lampião foi em Pernambuco, onde Lampião convidou-o a entrar no bando, mas não aceitou. Outro fato é que foi o responsável por mandar cortar as cabeças dos cangaceiros que até hoje estão expostas no Museu Antropológico Estácio de Lima localizado no prédio do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, em Salvador.

 

Já no depoimento de Saracura ele conta um pouco da sua história, diz que trabalhava com Angelo Roque que era do bando de Lampião. Que tinha entrado no cangaço por perseguição da polícia, pois a polícia desconfiava que seu pai era coiteiro, chegando até a arrancar a barba e as unhas de seu pai. Além disso, fala um pouco sobre a vida no cangaço, diz que comia carne seca assada com farinha e que dormia no chão só com uma coberta. Angelo Roque também fala de como entrou para o cangaço, entrou no cangaço por uma intriga com um soldado, por causa de sua irmã, o soldado queria a irmã de Roque, sendo que ele já tinha sido casado 4 vezes e sempre maltratava as mulheres com quem vivia, então Roque o matou.

 

No documentário também se remete as mulheres no cangaço, explana que Maria Bonita entrou no cangaço por vontade própria, largando seu marido para viver com Lampião. E a ela se atribui esses versos de Lampião: Também tive meus amores, cultivei minha paixão. Amei uma flor mimosa filha lá do meu Sertão. Sonhei de gozar a vida bem junto a prenda querida a quem dei meu coração. Já Dona Otilia (mulher de Mariano) fala que não teve opção, foi carregada pelos cangaceiros, com apenas 15 anos de idade.

E ao final o documentário discorre uma narração sobre os acontecimentos que levaram a morte de Lampião: As tropas da volante comandadas pelo capitão João Bezerra e pelo aspirante Ferreira de Melo do segundo batalhão de polícia de Alagoas buscavam exterminar os cangaceiros foi quando o sargento Aniceto Rodrigues dos Santos prendeu um coiteiro. Enquanto Lampião descansava no a beira do riacho do Ouro-fino escrevendo versos: Meu rifle atira cantando num compasso assustador. Faz gosto brigar comigo por ter rifle cantador. Enquanto meu rifle trabalha minha voz longe se espalha zombando ao toque do oror. Com a traição do coiteiro Lampião sofreria um ataque surpresa das volantes a comando de Bezerra, Ferreira de Melo e Aniceto. Quando pensei que podia, o caso estava sem jeito. Vou dar trabalho ao governo enfrentar agora de peito. E trocar balas sem receio, pois morrendo num tiroteiro seu que morro satisfeito. Madrugada de 27-28 de julho de 1938. Maria Bonita servia o café quando começou o tiroteio, Onorato da Silva foi o que acertou o tiro que matou Lampião.